Escrevo pq senti saudade... Das férias, da sua companhia 24 horas, de desligar do mundo, da nossa preocupada despreocupação das coisas que ficaram longe, do passear sem olhar as horas, de acordar sorrindo por ter Sol e mais um dia de praia ou acordar sorrindo por ter chuva e ficar na cama até a preguiça desalojar de vez. Acho que me apaixonei de novo nesses 10 dias de presença perpétua, e agora danço um tanto boba nessa rotina cheia de responsabilidades. Sei que talvez eu esteja apenas escrevendo ladainhas sem sentido de rotinas desinteressantes... Mas não resisto... Quero escrever pq tenho SAUDADE!
E agora vejo, mais uma vez, a vida passar. E a rotina reinicia sem nada de novo. Nada. Nem um friozinho na barriga sequer, nem um desafio qualquer nem nada digno de por estrelas nos olhos e alvoroçar as borboletas aqui dentro. Acho que nesse vício de engolir palavras, acabei matando uma a uma...
Falta mais leveza, mais ação, menos pensar. Mais noites sem dormir, mais White Collar, mais Cidade dos Anjos, mais pão de queijo...
No fundo, acho que escrevo pra tentar sentir por fora. Pra entender essa saudade que dá todo fim do dia, quando vc me dá um beijo sem beijos e quando o quarto é solitário, numa cama de solteiro e três travesseiros. Companhia só do barulho do ventilador...
Não deixa que a gente se perca no marasmo da rotina. Não deixe que minha cara fechada te impeça de brincar, de incomodar, ainda que isso me arranque uma boa dose de mau humor antes da gargalhada gostosa. Me descabele e me aninhe com força. Me abraça forte e, por mais que eu lute pra sair, não me deixe ir. Segura. Aperta. Queira perto. Queira mais perto. Faça-me acreditar que sou tão boa quanto vc diz que sou, que eu sou capaz de abraçar o mundo e ser gigante nesse mar de gente.
Só saudade, meu Amorinho... Só saudade!
Mariana Freitas
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