segunda-feira, 19 de março de 2012

Só saudade...

Escrevo pq senti saudade... Das férias, da sua companhia 24 horas, de desligar do mundo, da nossa preocupada despreocupação das coisas que ficaram longe, do passear sem olhar as horas, de acordar sorrindo por ter Sol e mais um dia de praia ou acordar sorrindo por ter chuva e ficar na cama até a preguiça desalojar de vez. Acho que me apaixonei de novo nesses 10 dias de presença perpétua, e agora danço um tanto boba nessa rotina cheia de responsabilidades. Sei que talvez eu esteja apenas escrevendo ladainhas sem sentido de rotinas desinteressantes... Mas não resisto... Quero escrever pq tenho SAUDADE!

E agora vejo, mais uma vez, a vida passar. E a rotina reinicia sem nada de novo. Nada. Nem um friozinho na barriga sequer, nem um desafio qualquer nem nada digno de por estrelas nos olhos e alvoroçar as borboletas aqui dentro. Acho que nesse vício de engolir palavras, acabei matando uma a uma... 
Falta mais leveza, mais ação, menos pensar. Mais noites sem dormir, mais White Collar, mais Cidade dos Anjos, mais pão de queijo... 

No fundo, acho que escrevo pra tentar sentir por fora. Pra entender essa saudade que dá todo fim do dia, quando vc me dá um beijo sem beijos e quando o quarto é solitário, numa cama de solteiro e três travesseiros. Companhia só do barulho do ventilador... 

Não deixa que a gente se perca no marasmo da rotina. Não deixe que minha cara fechada te impeça de brincar, de incomodar, ainda que isso me arranque uma boa dose de mau humor antes da gargalhada gostosa. Me descabele e me aninhe com força. Me abraça forte e, por mais que eu lute pra sair, não me deixe ir. Segura. Aperta. Queira perto. Queira mais perto. Faça-me acreditar que sou tão boa quanto vc diz que sou, que eu sou capaz de abraçar o mundo e ser gigante nesse mar de gente.

saudade, meu Amorinho... Só saudade!

Mariana Freitas 

sexta-feira, 16 de março de 2012

Carta para os meus queridos INCRÍVEIS!

Feira de Santana, 16 de dezembro de 2011.

À minha querida turma...

Sempre me incomodou que as minhas esquisitices de professora (que, venho descobrindo, não me tornam menos normal que a maioria das pessoas) pudessem afastar as pessoas que me são RARAS. Contudo, fui percebendo que nem sendo chata e rude eu era boa o suficiente: sempre havia um ou outro que não só me tolerava, como, ademais, até gostava de mim. Ou eram loucos ou, quem sabe, apesar das minhas imperfeições (que não são poucas) era possível ser próximo, amar e ser amada por meus alunos.

O ano de 2010 foi diferente. Nas manhãs de terça e quinta, tive experiências ímpares de proximidade, de cuidado, de amar e de ser amada. Com efeito, como já falei diversas vezes para várias pessoas, meus alunos me salvam. Vocês meus queridos me tiraram do meu fechamento em mim mesma (que eu acreditava que todo professor deveria ter). No entanto, não é sobre isso que eu quero falar. Mas sim, sobre como ser professora de vocês foi maravilhoso pra mim. Sei que nem todos terão a sorte de trabalhar com os alunos como vocês.

Seja como for, para tudo na vida há um tempo certo. E às vezes acontece de, “no tempo certo”, a gente estar em um lugar particularmente propício para que se produzam bons frutos para a vida. E foi o que aconteceu: estive com vocês no “tempo certo”.  Por isso, gostaria de aproveitar a oportunidade para agradecer aos meus queridos alunos, vários dos quais já meus queridos amigos, pelo bem que me fizeram. Sou muito mais humana e feliz do que jamais fui. E grande parte disso se deve à relação com vocês. É essa a tarefa mais importante nesta vida: fazer de nossa existência algo que realmente valha à pena.

Desejo, que vários caminhos se abram, que vocês experimentem coisas novas, que façam a vida valer a pena de verdade (vocês fazem isso muito bem!). Que cada escolha seja feita, também, com o coração. Que mesmo diante das portas fechadas, que a vida insiste em por à nossa frente, não percam a esperança e principalmente a FÉ em vocês. E nunca abram mão de serem felizes, por nada nesse mundo!

Que esse ciclo que se inicia seja verdadeiramente novo, mas que, ainda assim, seja carregado das coisas maravilhosas que vocês viveram todos esses anos juntos. Que a distância imposta pelo dia-a-dia não seja obstáculo para que vocês sejam sempre uma TURMA, minha TURMA, A TURMA!  Vocês são RAROS, meus queridos!


Que seja doce tudo o que vier pra vocês!


Amo todos vocês!

Um beijo e um abraço apertado da Pró que morre de saudades!


Mariana Freitas